É claroque a memória esclarece o passadocomcores escolhidas, pinçadas no tempoparaumpresentepassageiro.
O nãofixar é intencional.
O efêmero e o imponderável induzem ao quasevazio das obras.
Obras? Diz-se de “obras” quando referem-se a concretudes.
Estas aqui, as do Bene Trevisan, não registram para o nossodesfrute. Pedem que desfrutemos nossaprópriamemória. Paratanto referem-se a cenas e cenários da cidade num temposemdatas.
Presenteia nossosolhoscombordados – homenageia na dor da ausênciamaterna, a saudade da terramãe desapegada e reconstruída.A nostalgia da tradiçãoquenão se renovou e já se esvaiu no tempo.Memória imcompleta.
Algunsarcabouços institucionais resistem ao tempo.E nessa resistêncianão refazem a generosidadeque os construiu.